quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Valores...


Valores são princípios, fundações sobre as quais erguemos o edifício das nossas vidas. São eles que em última análise inspiram, determinam e orientam as nossas ações.
Valores são adquiridos/introduzidos ao longo do nosso processo de socialização. São transmitidos/ percebidos/ transferidos a partir das nossas relações com outras pessoas nesse mundo (primeiro com os pais e demais familiares, depois com professores, colegas, chefes, etc, etc).

A maioria dos nossos valores são mitos, dogmas e tabus que a gente aceita como verdadeiros sem nenhuma discussão porque herdamos dos nossos pais que herdaram dos pais deles que herdaram etc, etc.

A maioria dos nossos valores não tem nenhum fundamento na nossa experiência objetiva, no nosso contato direto com a realidade. Ao contrário, derivam de crenças e tradições quase sempre sem nenhum fundamento, sem nenhuma base concreta.

Por isso, valores precisam ser examinados criticamente o tempo todo. Precisam ser entendidos e assimilados em vez de serem simplesmente “engolidos” sem maiores explicações, de maneira totalmente irracional.

Valores são coisas que a gente considera importantes e fundamentais e que, portanto, acha que vale a pena lutar por elas, defende-las e buscar realiza-las no dia a dia.

Valores constituem a "ideologia ou filosofia de vida" de cada pessoa, ou seja, o conjunto de idéias que orientam o pensamento, as palavras e as ações de cada indivíduo, filtrando, julgando, rotulando e dando significado a tudo que acontece em nossas vidas.

Nossos valores inspiram nossos pensamentos, filtram nossas percepções, determinam nossas escolhas e  predispõem nossas emoções, bloqueando ou estimulando toda a minha atividade.
Nossos valores interpretam a realidade que eu vejo, impedindo que eu compreenda essa realidade tal como ela é, ou seja, deformando-a de acordo com as minhas próprias referências.
São nossos valores que nos movem - ou paralisam. Eles constituem os principais motivos pelos quais agimos. Os fundamentalistas de algumas religiões mostram isso de maneira muito clara quando se transformam em bombas humanas apenas para reafirmar e difundir os valores que consideram fundamentais.
Valores produzem automatismo de pensamento, sentimento e ação. 

Sofrimento 
resulta da constatação de que o mundo real não corresponde ou teima em escapar dos meus valores, daquilo que os meus valores esperariam que o mundo fosse.
Culpa é a vergonha que sinto de não corresponder ao modelo de pessoa que os meus valores dizem que eu devo ser e esperam que eu efetivamente seja.
1-   Continuar casado com alguém que não nos respeita e muito menos nos ama.
2-     Levar uma vida sexual miserável em nome de corresponder aos chamados valores masculinos ou femininos.
3-     Levar uma vida sexual miserável em  nome do valor dado ao casamento tradicional.
4-     Envolver-se com jogos políticos
5-     Perseguir “inimigos” políticos, religiosos, etc.
6-     Ver com restrição, reserva e medo (ameaça) as diferenças expressas no comportamento das outras pessoas (porque elas têm valores diferentes dos nossos)
7-     Recolher-se a uma existência medíocre por valorizar a opinião dos outros (o que os outros vão pensar?)
8-     Considera-se um cidadão inferior por não ter conseguido alcançar as coisas que a sociedade estabeleceu como valores supremos.

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