terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Arco do Triunfo-França


História 
Iniciado em 1806, após a vitória napoleônica em Austerlitz, o Arc de Triomphe representa, em verdade, o enaltecimento das glórias e conquistas do Primeiro Império Francês, sob a liderança de Napoleão Bonaparte – seja este oficial das forças armadas, esteja ele dotado da eminente insígnia imperial. A obra, no entanto, foi somente finalizada em 1836, dada a interrupção propiciada pela derrocada do império (1815). Com 50 metros de altura, o monumental arco tornou-se, desde então, ponto de partida ou passagem das principais paradas militares, manifestações e, claro, visitas turísticas.

[]Arquitetura

Arc de Triomphe ao entardecer
Diversos elementos arquitetônicos são dignos de detida e fiel observação. Trinta medalhões, localizados sob a bela cornija, fazem, cada qual, referência a importantes batalhas travadas pelo exército francês, dentre as quais Aboukir, Ulm, Austerlitz, Jena, Friedland e Moscou. O friso, por sua vez, retrata a partida (fachada leste) e o retorno (fachada oeste) das tropas imperiais, visto que estas conflitaram em diversas regiões do continente europeu.
Na fachada leste, os baixo-relevos aludem à batalha de Aboukir e à morte do general Marceau. À esquerda, situa-se o Triunfo de Napoleão. Este belo alto-relevo, de Cortot, representa a paz e a conquista napoleônica, alcançados pela celebração do Tratado de Viena (1810). Na alegoria, o imperador francês é coroado pela Vitória e reverenciado pela extinta Monarquia. À direita, situa-se aPartida dos Voluntários de 1792 (obra de François Rude), aptos a defender a recém-instaurada e revolucionária República. A liberdade, aqui, é representada pela guerreira e valente mulher, a comandar e a incitar o povo francês. Na fachada oeste, os alto-relevos impressionam pela intensa carga emotiva. Verifica-se a submissão do povo ao Estado e a crença, pelos populares, na vitória das forças armadas.
Interior do Arco do Triunfo.
No interior dos arcos menores, encimados por interessantes alegorias à marinha, à infantaria e a outras guarnições, constam gravados inúmeros nomes de importantes oficiais franceses, assim como diversas localidades nas quais se travaram decisivas batalhas no âmbito do expansionismo francês – Toulouse, Lille, Luxemburgo, Düsseldorf, Maastricht, Nápoles, Madrid, Porto, foz do rio Douro e Cairo, por exemplo. No solo, situa-se o memorável Túmulo do soldado desconhecido ("Ici repose un soldat français mort pour la patrie"). As cinzas do incógnito combatente francês, morto durante os sangrentos conflitos da Primeira Guerra Mundial, ali repousam desde 1920.
Projetado por Jean Chalgrin, o Arco do Triunfo é, ainda e desde sempre, símbolo do patriotismo e orgulho francês.

Jardins de Monet

O pintor francês Claude Monet, um dos pioneiros do movimento impressionista  nas artes plásticas, transferiu-se de Paris, sua terra natal, para Giverny, recanto pastoril, em 1883. Ele ficou deslumbrando com esta pequena cidade, repleta de exuberantes elementos naturais, entre os quais flores e luzes expressavam as mais variadas colorações e perfumes.
Neste refúgio ele alugou uma residência em um vasto espaço de terra que se estendia por 8.100 m², próxima a uma conceituada escola para crianças e também da capital francesa, na qual poderia continuar a comercializar suas produções artísticas. Monet logo se apaixonou pelos jardins desta morada, que passaram a iluminar seu espírito e sua arte.
Isto certamente o motivou a permanecer nesta região por muitos anos. Aí ele concebeu as célebres obras que integraram as Nenúfares. Aos poucos o artista foi adquirindo outros terrenos e acrescentando-os ao espaço inicial, construindo, assim, um verdadeiro paraíso, com o auxílio de um grupo constituído por dez jardineiros e três motoristas. Desta forma ele gerou naturalmente o Jardim d’Água e o da Normandia, e permitiu que a Natureza fizesse sua parte.
O Jardim de Monet era dividido em duas frações – o Clos Normand, jardim floral localizado diante da residência; e o jardim aquático japonês, situado na margem oposta da estrada. Ambos se opunham, mas, ao mesmo tempo, completavam um ao outro. O primeiro media cerca de um hectare e foi convertido em um oceano de panoramas, relações simétricas e colorações.
A extensão foi repartida em dois canteiros de flores, nos quais espécimes de diversas elevações davam a sensação de gerar grandeza. Arbustos repletos de frutos e outros meramente decorativos dão sustentação às roseiras do tipo trepadeiras. Até atingir uma idade avançada, Monet semeou mais de 1.800 variedades de flores e vegetais, que dividem o mesmo espaço harmonicamente.
Neste mesmo jardim podem ser encontradas flores agrestes, entre elas as mais extraordinárias e incomuns. Na alameda principal é possível se deparar com uma série de arcos metálicos nos quais rosas trepadeiras se desenvolvem. Também há a presença de bambusjaponeses nada comuns, macieiras, azaleias, framboesas, íris, tulipas, limoeiros, miosótis, dálias, girassóis e hortênsias, entre outros espécimes.
Já o jardim aquático está situado em terras adquiridas pelo pintor em 1893. Ele é atravessado por um riacho, o Ru, curso de água originário do Epte, afluente do Rio Sena. O artista edificou neste recanto um lago provido de plantas aquáticas. Algum tempo depois a lagoa foi ampliada, atingindo o porte atual.
Este refúgio ornamental é configurado por diversas desproporções entre suas partes e curvas, baseado nos modelos de jardins do Japão colecionados por Monet. Aí está localizada a popular ponte japonesa representada por ele em sua obra, bem como os bambus e nenúfares que vicejam neste espaço nos verões franceses.

O Efeito Mozart


O Efeito Mozart é um termo cunhado por Alfred A. Tomatis para um alegado aumento no desenvolvimento cerebral que ocorre em crianças com menos de 3 anos, quando elas ouvem música de Wolfgang Amadeus Mozart.
A idéia do Efeito Mozart surgiu em 1993 na Universidade da Califórnia, em Irvine, com o físico Gordon Shaw e Frances Rauscher, uma expert em desenvolvimento cognitivo. Eles estudaram os efeitos sobre algumas dúzias de estudantes universitários de escutar aos primeiros 10 minutos da Sonata Para Dois Pianos em Ré Maior (K.448) de Mozart. Eles encontraram um melhoramento temporário do raciocínio espaço-temporal, conforme medido pelo teste Stanford-Binet de QI. Ninguém mais foi capaz de reproduzir seus resultados. Pelo menos um pesquisador descobriu que ouvir Mozart torna algumas pessoas mais burras (Halpern). Outro comentou que  "o máximo que poderia ser dito a respeito da experiência deles -- se ela fosse completamente inconteste -- seria que ouvir a um mau Mozart melhora o QI de curto-prazo" (Linton). Rauscher prosseguiu para o estudo dos efeitos de Mozart sobre ratos. Ambos Shaw e Rauscher têm especulado que a exposição a Mozart melhora o raciocínio espacial e a memória em humanos.
Em 1997, Rauscher e Shaw anunciaram ter provas científicas de que instrução em piano e canto são superiores a instrução em computação para aumentar as habilidades de raciocínio abstrato em crianças.
A experiência incluiu três grupos de pré-escolares: um grupo recebeu aulas particulares de piano/teclado e aulas de canto; um segundo grupo recebeu aulas particulares de computação; e um terceiro grupo não recebeu nenhum treinamento. Aquelas crianças que receberam treinamento em piano/teclado tiveram desempenho 34% melhor, em testes medindo habilidade espaço-temporal, que os outros. Estas descobertas indicam que a música melhora de forma única as altas funções cerebrais exigidas pela matemática, xadrez, ciência e engenharia.*
Shaw e Rauscher estimularam uma indústria. Eles também criaram seu próprio instituto: O Instituto do Desenvolvimento Neural da Inteligência pela Música (M.I.N.D.). Existem tantas pesquisas em andamento para provar os prodigiosos efeitos da música, que um site foi criado apenas para acompanhar todos os novos desenvolvimentos: MüSICA., que tem uma seção especialmente para o Efeito Mozart.
Shaw e Rauscher afirmam que seu trabalho tem sido mal representado. O que eles mostraram é que  "há padrões de neurônios que disparam em seqüência, e que parece haver locais pré-existentes no cérebro que respondem a freqüências específicas.* Isso não é o mesmo que mostrar que ouvir a Mozart aumenta a inteligência em crianças. Entretando, Shaw não vai esperar que as evidências sólidas apareçam antes que ele ganhe dinheiro à custa do desejo dos pais de aumentar a inteligência de seus filhos. Ele tem um livro & CD sendo lançado, chamado Mantendo Mozart em Mente. Você poderá comprá-lo através do instituto dele a partir de Setembro de 1999. Ele e seus colegas estão convencidos de que, desde que o raciocínio espaço-temporal é essencial para muitas tarefas cognitivas da mais alta ordem, estimular a área do cérebro relacionada com o raciocínio espaço-temporal e praticar exercícios espaço-temporais aumentarão a inteligência da pessoa para a matemática, a engenharia, o xadrez e a ciência. Eles têm até um software à venda, que não usa nenhuma linguagem e é destinado a exercitar habilidades espaço-temporais com a ajuda de um pingüim animado.
Shaw e Rauscher podem ter criado uma indústria, mas a mídia de massas e outros podem ter criado uma espécie de ciência alternativa, que dá apoio à indústria. Alegações exageradas e falsas sobre música tem se tornado de tal forma lugares-comuns, que é provavelmente perda de tempo tentar corrigi-las. Por exemplo, Jamal Munshi, um professor associado da Administração de Negócios da Sonoma State University, coleciona pérolas da desinformação e credulidade. Ele as posta na Internet como "Estranhas mas Verdadeiras", incluindo a alegação de que Shaw e Rauscher demonstraram que ouvir à sonata de Mozart Para Dois Pianos em Ré Maior  "aumentou a pontuação no SAT de alunos em 51 pontos". Na verdade, Shaw e Rauscher deram a 36 alunos da UC de Irvine um teste de dobrar e recortar papel, e descobriram que o grupo de Mozart mostrou um aumento temporário de 8-9 pontos sobre suas pontuações quando fizeram o teste após um período de silêncio ou a audição de uma fita relaxante. (Munshi também afirma que a ciência também não pode explicar como uma mosca voa. Os cientistas têm trabalhado com afinco neste problema crucial, portanto, deveríamos dar a eles seu devido crédito.)
Don Campbell, entretanto, tornou-se o Carlos Castaneda e o P.T. Barnum do Efeito Mozart, exagerando e distorcendo o trabalho de Shaw, Rauscher e outros em seu próprio benefício. Ele registrou a marca The Mozart Effect e vende a si próprio e a seus produtos emwww.mozarteffect.com. Campbell afirma ter feito um coágulo no seu cérebro desaparecer murmurando, orando e visualizando uma mão vibrante ao lado direito do seu crânio. Pessoas que apoiam de forma acrítica a medicina alternativa não questionam esta alegação, embora esta seja uma daquelas alegações seguras que não podem ser provadas ou desprovadas. Ele poderia, da mesma forma, afirmar que foram anjos que levaram o coágulo. (Alguém poderia se perguntar por que, se música é tão bom para as pessoas, ele teve o coágulo em primeiro lugar. Teria ouvido Rap Music acidentalmente?)
As alegações que Campbell faz para a música são de uma extravagância que beira o rococó. E são tão substanciosas quanto o rococó. [Campbell alega que a música pode curar simplesmente tudo o que afligir alguém.] Suas evidências são geralmente anedóticas, e mesmo assim ele as interpreta mal. Algumas coisas são interpretadas de modo totalmente errado.
E a estrutura do seu argumento como um todo desaba sob o simples senso comum. Se a musica de Mozart fosse capaz de melhorar a saúde, por que o próprio Mozart ficava doente com tanta freqüência? Se ouvir a música de Mozart aumenta a inteligência e encoraja a espiritualidade, por que as pessoas mais inteligentes e espirituais do mundo não são especialistas em Mozart? *
A falta de provas do Efeito Mozart não impediu Campbell de se tornar um dos favoritos no circuito de palestras entre os ingênuos e acríticos.
Quando a McCall's quer conselhos sobre como combater a depressão com música, quando o PBS quer entrevistar um expert em como a voz pode energizar as pessoas, quando a IBM quer um consultor para usar a música para aumentar a eficiência e harmonia no local de trabalho, quanto a Associação Nacional dos Sobreviventes ao Câncer quer um palestrante sobre os poderes curativos da música, eles recorrem a Campbell.*
Os governadores do Tennessee e da Geórgia iniciaram programas que dão um CD de Mozart para cada recém-nascido. Centenas de hospitais receberam CDs gratuitos de música clássica doados pela Fundação da Academia Nacional de Artes e Ciências. Estes foram gestos bem intencionados, mas seriam eles baseados em pesquisas sólidas de que a música clássica aumenta a inteligência de uma criança, ou o processo de cura de um adulto?
Não de acordo com Kenneth Steele, um professor de psicologia da Appalachian State University, e John  Bruer, chefe da James S. McDonnell Foundation em St. Louis.
Ao contrário de toda a propaganda, eles alegam que não há nenhum melhoramento na inteligência ou benefício à saúde pela audição a Mozart. Steele e suas colegas Karen Bass e Melissa Crook afirmam ter seguido os protocolos estabelecidos por Shaw e Rauscher mas não conseguiram "encontrar nenhum tipo de efeito", embora seu estudo tenha testado 125 estudantes. Eles concluíram que "há pouca evidência para apoiar programas de intervenção baseados no Efeito Mozart". Sua pesquisa a aparece na edição de Julho de 1999 da Psychological Science.
Em seu livro O Mito dos Primeiros Três Anos, Bruer ataca não apenas o Efeito Mozart, mas vários outros mitos relacionados, baseados na interpretação errônea da pesquisa cerebral recente.
O Efeito Mozart é um exemplo de como a ciência e a mídia se misturam em nosso mundo. Uma sugestão de uns poucos parágrafos em um jornal científico se torna uma verdade universal em uma questão de meses, acaba sendo acreditada até por cientistas que inicialmente reconheceram como seu trabalho havia sido distorcido e exagerado pela mídia. Outros, farejando o dinheiro, se juntam à corrente, acrescentando à mistura seus próprios mitos, alegações questionáveis e distorções. Neste caso, vários defensores acríticos se alinham para defender a fé, porque o que está em jogo é o futuro de nossas crianças. Nós então temos livros, fitas, CDs, institutos, programas governamentais, etc. Em pouco tempo, milhões acreditam no mito como um fato científico. Neste caso, o processo encontrou pouca resistência crítica, afinal nos já sabemos que a música pode afetar sentimentos e o humor, por que então não afetaria a inteligência e a saúde? É apenas senso comum, certo? Sim, e mais uma razão para ser cético.

Reflexão...Paulo Coelho.

Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

Clarice Lispector



Clarice Lispector (Tchetchelnik Ucrânia 1925 - Rio de Janeiro RJ 1977) passou a infância em Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em direito. Estreou na literatura ainda muito jovem com o romance Perto do Coração Selvagem (1943), que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha.

Em 1944, recém-casada com um diplomata, viajou para Nápoles, onde serviu num hospital durante os últimos meses da Segunda Guerra. Depois de uma longa estada na Suíça e Estados Unidos, voltou a morar no Rio de Janeiro. Entre suas obras mais importantes estão as reuniões de contos A Legião Estrangeira (1964) e Laços de Família (1972) e os romances A Paixão Segundo G.H. (1964) e A Hora da Estrela (1977).

Clarice Lispector começou a colaborar na imprensa em 1942 e, ao longo de toda a vida, nunca se desvinculou totalmente do jornalismo. Trabalhou na Agência Nacional e nos jornais A Noite e Diário da Noite. Foi colunista do Correio da Manhã e realizou diversas entrevistas para a revista Manchete. A autora também foi cronista do Jornal do Brasil. Produzidos entre 1967 e 1973, esses textos estão reunidos no volume A Descoberta do Mundo.

Escreve a crítica francesa Hélène Cixous: "Se Kafka fosse mulher. Se Rilke fosse uma brasileira judia nascida na Ucrânia. Se Rimbaud tivesse sido mãe, se tivesse chegado aos cinqüenta. (...). É nessa ambiência que Clarice Lispector escreve. Lá onde respiram as obras mais exigentes, ela avança. Lá, mais à frente, onde o filósofo perde fôlego, ela continua, mais longe ainda, mais longe do que todo o saber".

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector


São Vicente de Paulo...o Pai dos Vicentinos!


Biografia

São Vicente de Paulo nasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.
Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600.
Ordenou-se padre e logo passou pela primeira provação: uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança - uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
No retorno desta viagem a Marselha, em 1605, o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos. Pe. Vicente sobreviveu ao ataque, mas foi feito prisioneiro. Os turcos o conduziram a Túnis, onde foi vendido como escravo para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, foi herdado pelo sobrinho do químico, que o vendeu para um fazendeiro, um renegado, que antes era católico e, com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas: uma era turca e esta, ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou-se e quis saber o significado do que ele cantava. Ciente da história, ela censurou o marido por ter abandonado uma religião que para ela parecia tão bonita. O patrão de Pe.Vicente arrependeu-se e propôs a ele uma fuga para a França, que só se realizou dez meses depois, já em 1607.
Eles atravessaram o Mar Mediterrâneo em uma pequena embarcação e conseguiram chegar à costa francesa. De Aigues-Mortes foram para Avinhão, onde encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente, retornando à Igreja Católica. Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado e, quando este precisou viajar a Roma, levou-os em sua companhia. Durante a estada na cidade, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. E o renegado foi admitido em um mosteiro, onde se tornou monge.
O Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário. Devido a sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot. Pe. Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. Após o assassinato de Henrique IV da França, em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, fundada pelo CardealPierre de Bérulle. Mais tarde, padre Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paulo para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.
Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e, para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns. Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas. No trabalho em favor dos condenados às galés chegou até a se colocar no lugar de um deles para libertá-lo. As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Pe. Vicente e a senhora de Gondi faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades. Foi assim que o Pe. Vicente percebeu como era necessária a confissão deste povo. Na missa dominical, ele fazia com o povo a confissão comunitária. Conseguiu outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por cinco anos. Foi a Paris e, mais tarde, a pedido do Pe. Berulle, voltou para a casa dos Gondi por mais oito anos.
Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou aCongregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior". A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a.
Em 1643, Luís XIII pediu para ser assistido, em seu leito de morte, por Vicente, tendo morrido em seus braços. A seguir foi nomeado pela Regente Ana d'Áustria, de quem era o confessor, para o Conselho de Consciência (para assuntos eclesiásticos dessa Regência).[1]
Num apelo que o padre Vicente fez durante sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. De apenas quatro irmãs no começo, a Confraria conta, hoje, com centenas delas. Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).
Inpirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados. Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja. São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador doclero. Basta dizer que a Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.
Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

[]Obra

Funda sucessivamente diversas congregações:

[]Canonização

A sua canonização ocorreu em 16 de junho de 1737, pelo Papa Clemente XII. Em 12 de maio de 1885 foi declarado, pelo Papa Leão XIII, patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica.

[]O corpo incorrupto de São Vicente de Paulo

Cinquenta e dois anos após a sua morte, o corpo foi exumado pela primeira vez diante de dois médicos, autoridades da Igreja e outras testemunhas. Foi encontrado incorrupto, com sinais de deterioração apenas no nariz e nos olhos. Os médicos atestaram que esta preservação não poderia ocorrer por meios naturais. Vinte anos mais tarde, por ocasião da canonização, o corpo já estava em estado de decomposição devido a inúmeras inundações no terreno[2].
O corpo de São Vicente de Paulo, reconstituído em cera, está atualmente exposto à visitação pública na Capela de São Vicente de Paulo, na Rua de Sèvres, Métro Vaneau, em Paris. Seu coração encontra-se em um relicário na Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

O Barco-Kattamaram


O kattamaram é um projeto do grupo Macuco Eco Aventura, possui 35 metros de comprimento por 9 metros de largura e capacidade para 200 pessoas.
A embarcação possui dois ambientes: restaurante fechado e climatizado para 150 pessoas, bar, cozinha, espaço para shows, TV de plasma com vídeo, som ambiente, antena de telefone celular, Internet e banheiros masculino, feminino e adaptado para portadores de necessidades especiais. O deck superior é aberto com bar americano, local para sentar e apreciar a paisagem, enfermaria e cabine de comando.
O Kattamaram oferece bóias salva-vidas para todos os ocupantes e botes infláveis que garantem total segurança. A equipe de navegação é composta por 05 pessoas, sendo 01 comandante, 02 máquinas e 02 marinheiros de convés, com todas as liberações náuticas necessárias para a navegação. Tudo para uma tranqüila viagem pelo Lago de Itaipu.
A embarcação já faz roteiros especiais pelo Lago de Itaipu e em breve terá novas opções de roteiros de curta, média e longa distâncias no trecho compreendido entre Foz do Iguaçu e Guaíra. Além disso, também pode ser locado para a realização de eventos.
Para conhecer mais sobre os roteiros e a embarcação, acesse o site http://www.kattamaram.com